domingo, 29 de setembro de 2013

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

O autor do mês

Painel do autor do mês, na BE-A.


Autor do mês

Manuel  Alegre foi escolhido para figurar no placard do autor do mês de setembro.


Manuel Alegre de Melo Duarte, nasceu em Águeda a 12 de maio de 1936.
Personagem de fortes convicções cívicas e luta por ideais político-sociais herdados da matriz familiar. Desde jovem que abraçou a causa da democracia, num país que respirava ditadura e opressão. A oposição evidenciada ao regime salazarista e à guerra colonial, valeu-lhe uma forte repressão política que o tentou silenciar e controlar com a prisão e o exílio, mas nem mesmo assim se vergou, antes pelo contrário, empenhou-se em iniciativas de resistência a partir do exterior.
Após a revolução de 25 de Abril de 1974 regressa a Portugal e adere ao partido Socialista. Ocupa entretanto vários cargos políticos, envolvendo-se numa cidadania ativa e interveniente que lhe permitiu lutar, ao longo dos anos, pelos seus ideais, sempre fiéis à Liberdade.
Soube conciliar a vida política com a envolvência cultural, o que fez dele uma personagem multifacetada.
Assume-se como uma pessoa desprendida, inclusivamente pela maioria dos bens materiais, deste rol ficam de fora a caça, a pesca, os espaços, sítios, lugares e recantos que o marcaram, a família e os amigos.
Autor de uma vasta obra poética e de alguma ficção, grande parte representada em antologias. O seu trabalho como escritor foi já, por diversas vezes, galardoado: o Prémio de Literatura Infantil António Botto, em 1998, por As Naus de Verde Pinho; o Prémio da Crítica Literária e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 1998, por Senhora das Tempestades; o Prémio Pessoa, patrocinado pelo Expresso, pela Obra Poética, editada em 1999; e o Prémio Fernando Namora, em 1999, por A Terceira Rosa.
Tem edições da sua obra traduzidas em italiano, espanhol, alemão, catalão, francês, romeno e russo e tem sido objeto de estudo de teses de mestrado e doutoramento em várias universidades nacionais e estrangeiras.
As suas experiências de resistência, prisão política, guerra colonial e exílio marcaram indelevelmente uma escrita poética de denúncia
A sua poesia foi e é um hino à Liberdade e, talvez seja por isso que é lembrada por muitos resistentes que lutaram contra a ditadura. É considerado o poeta mais cantado pelos músicos portugueses.
Acredita no valor da poesia, «Mas como ritmo, como música interior, canto e encanto, encantação, exorcismo, uma forma de relação mágica com o mundo». Com o mesmo sentido referiu também que : «Escrita e vida são inseparáveis. Embora eu entenda a poesia como experiência mágica, algo que está aquém e além da literatura».

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A importância da biblioteca


«As bibliotecas ajudar-te-ão mais em épocas sem dinheiro do que o dinheiro te ajudará em épocas sem bibliotecas»

Cartaz afixado na Biblioteca Pública de Whitefish, em Montana, nos EUA.
 
No Egito, as bibliotecas eram chamadas "Tesouro dos remédios da alma". De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.»

Jacques Bossuet

Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como um corpo que não come.»

 Victor Hugo

É claro que meus filhos terão computadores, mas antes terão livros.»

                                                           Bill Gates